Alegações de performance: o que o CONAR exige dos testes

Promessas de rendimento superior, limpeza contínua de motores ou porcentagens expressivas de economia são armas tradicionais de marketing em campanhas de grande impacto, especialmente nos setores de combustíveis e lubrificantes. Contudo, quando o apelo de venda esbarra na realidade técnica, o Conselho de Ética do CONAR adota uma postura implacável.
Em representações emblemáticas envolvendo marcas como Shell/Raízen e Lubrax/Vibra (a exemplo da Representação nº 9.123), o ponto central do debate foi justamente a clareza dessas promessas para o consumidor comum.
A regra de ouro da veracidade técnica:
O entendimento consolidado do CONAR é rigoroso: anúncios que prometem ganhos de performance ou economia baseados em tecnologia devem apresentar dados fáceis de compreender e diretamente replicáveis no dia a dia.
Se os resultados máximos divulgados pela marca só são atingidos em condições laboratoriais extremamente controladas — dependendo de um tipo específico de motor, tipo de estrada ou tempo restrito de uso —, essas condicionantes não podem ser omitidas ou minimizadas na peça principal. Omitir tais variáveis configura indução do consumidor a erro sobre o benefício médio real.
A lição prática para a liderança:
A precisão factual no marketing de performance é inegociável. O CONAR exige alterações imediatas ou a inserção de notas explicativas muito nítidas nas campanhas. Expressões de superioridade não podem mascarar a realidade prática do produto nem criar expectativas irreais.
Alinhar a audácia criativa ao compliance regulatório significa garantir que o que o anúncio promete seja exatamente o que o consumidor vai experimentar no uso cotidiano.
As promessas de performance das suas campanhas estão ancoradas em dados claros ou dependem de "letras miúdas" para se sustentarem?





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