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O CENP e a higidez econômica das Agências

Foto do escritor: Judith Marini
Judith Marini
9 de set.
1 min de leitura

Enquanto o CONAR atua na proteção da ética da mensagem e da veracidade comercial, o Conselho Executivo das Normas-Padrão (CENP) cumpre um papel vital nos bastidores: blindar a higidez econômica das relações comerciais no tripé formado por Anunciante, Agência e Veículo. 

 

O coração desse modelo é o desconto-padrão de agência (a tradicional comissão sobre a compra de mídia). Longe de ser um mero detalhe burocrático, esse mecanismo é o que sustenta financeiramente a estrutura de planejamento, inteligência, criação e pesquisa das agências, garantindo a qualificação técnica que o mercado exige.  


Por que esse modelo é indispensável?

Historicamente, grandes compradores de mídia e associações tentaram desestabilizar essa engrenagem, acusando o sistema de criar barreiras comerciais. Contudo, a sustentação do CENP protege o mercado contra o amadorismo e a premissa de que a publicidade pode ser reduzida a uma disputa de menor preço em detrimento da qualidade técnica.

O desconto-padrão assegura que a agência tenha fôlego financeiro para investir em compliance, due diligence e inovação, blindando o ecossistema publicitário contra práticas predatórias.  

A autorregulação comercial não é um capricho corporativo; é a âncora que garante a sustentabilidade e a segurança jurídica de toda a cadeia de valor da propaganda brasileira.  


A sua operação reconhece o valor estratégico das Normas-Padrão ou enxerga a estrutura comercial apenas como um custo a ser espremido?

 
 
 

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